segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

Estou distante até de mim, quem dirá dos outros. Estou construindo uma barreira involuntária. Eu quero apenas a minha presença. Eu quero lembrar de fato quem eu sou. Depois pensar quem eu quero. Ando me limitando muito, isso me incomoda. Quero saber porque isso está acontecendo. Mas que saco! Eu sinto falta de mim, e você? Não, não estou perguntando se sente falta de mim, é óbvio que não. Estou querendo saber se sente falta de você? É uma sensação horrível. Estou me apropriando do meu antigo codinome, sim, estou incompleta. Não gosto de disso. Do que é que eu gosto mesmo? Hm...
Eu realmente preciso de mim, e somente disso.  

_Larissa A.

Salvar novas atualizações?

O tempo passou e levou tudo com ele. Mudei. Não estou como estava. Ela se foi com ele, e não me dói dizer isso. Que mudança, não? Canso de dizer que estou cansada, será que as pessoas não entendem isso? O texto é o mesmo, o que muda são os atores e suas interpretações. E esse texto, eu sei de cór e salteado. "Eu também sou insegura... Não quero me apegar... Mas eu gosto tanto de você...", não me venha com essa ladainha, papinho enrolador, tocador de fita, eu não quero ouvir. Cansei de palavras, e palavras, e apenas palavras. Eu, como boa amante da escrita, sei o seu poder. Elas não devem ser jogadas assim, sem significado, só jogadas. São como flechas, vão e não voltam, o alvo as absorve e armazena. Seu alvo foi certeiro, me atingiu em cheio, ainda está tudo guardado aqui. Me considero um grande arquivo, guardo minhas memórias, há sempre o que aprender, não repita o motivo das suas lágrimas. Lembranças não devem ser doloridas, o que dói a gente joga fora, comigo eu só quero coisas boas, o que me fez crescer e ser o que sou. Hoje. Assim como tempo, eu estou em constante mudança. Amanhã já não serei a mesma de hoje, algo terá sido acrescentado, ou tirado. Depende do que o tempo agarrar, depende do que o vento me trouxer.

_Larissa A.

segunda-feira, 3 de novembro de 2014

As ilusões ainda são presentes. Reforma? Muito falei e pouco fiz. As coisas simplesmente acontecem, sabe? Venho aprendendo isso aos poucos, apesar de ser bombardeada com isso diariamente, quase que 24 horas por dia. Deixe ser, deixe estar. Minha ansiedade entra em colapso. Estou lutando contra ela. " Ei, calma... tudo tem seu tempo". É uma guerra, dia após dia. As coisas são assim, não são? 
Quero apenas viver, o que tiver que ser, será.

E se não for confuso
não sou eu.

_Larissa A.

domingo, 14 de setembro de 2014

FECHADA PARA REFORMA

Acordei e estava assim. Fechada. Com todas as portas e brechas totalmente lacradas. Nada entra. Nada sai. Larguei o talvez. É melhor assim. Estou cansada, exausta, escondendo meu sorriso atrás de uma montanha de preocupações e chateações. Não quero isso pra mim. Eu sei que não mereço. O filme está apenas se repetindo. Não!
Ainda sou tola, e isso não nego. Ainda penso. Ainda desejo. Ainda quero. Ainda sou. Aos poucos a limpeza vai sendo feita. Não eliminarei. Apenas colocarei os sentimentos em seus devidos lugares. Lá no fundo, sabe, bem lá onde quase não se avista sentimentos concretos, desejo que ela ache a chave para me abrir, antes que seja tarde demais. Não direi nada. A diferença será perceptível.

Prazer, sou sua mais nova amiga. 

_Larissa A.
Ser e não estar. Estar e não ser. Entender isso é extremamente complicado. Leigos em relacionamentos modernos como eu, não vêm nexo em tudo isso. Extensas reflexões acalmara-me por alguns instantes, mas no segundo seguinte estava tudo um caos novamente. Depois de tudo que ouvi não me sinto madura o suficiente, adotei de vez ao que sempre me chamou. A inocência presente em mim ainda é muito a flor da pele. As coisas são simples, gosto de ser e estar. 

_Larissa A.
Agora é definitivo
Eu pertenço
Somente a mim.

_Larissa A.

sexta-feira, 4 de julho de 2014

O mundo sorriu pra mim, que sorriso lindo. Sua imensidão azul me invade, toma conta de mim numa fração de segundos. Não me importo, não tenho receio, permiti sua entrada desde o primeiro contato. Espaçosa que só, não se acanhou em ocupar todo o espaço vago. Foi uma mudança quase que instantânea, as coisas clarearam, esquentaram, sinto algo florescer. Crescendo comigo dia após dia, me fazendo eu... nós. Um toque doce, uma muralha delicada, alguém já viu?  A rouquidão que sai faz meu corpo estremecer, me arrepio e me sinto. O melhor som pra se ouvir antes de dormir, os sonhos são sempre melhores. E assim espero que sejam os próximos anos, o seu mundo ligado ao meu. 

_Larissa A.

sexta-feira, 27 de junho de 2014

Muita coisa mudou, não sou mais a mesma, meu mundo gira em outro ritmo, meu coração é guiado por outro mapa; outra voz. Totalmente incompleta deixei de ser. Ninguém me completou, nem mesmo eu, mas cheguei a conclusão de que dizer ao mundo dos outros que sou assim, faz com que enxerguem mais do que realmente permito, e até -talvez- errar ao tentar me enxergar. Quantos já me enxergaram de uma forma errada? Não há como enumerar, mas a primeira, fui eu. Assumo, nunca me vi como sou, e por isso ninguém nunca havia me visto.
Não sei quando as mudanças começaram a acontecer, nem um porquê exato;sensato. Joguei tudo pro alto, e sai correndo, não quero que as peças antigas me machuquem. Tudo ficou lá, no vazio, ecoando lembranças, fazendo delas peças que não se encaixam mais em mim.

_Larissa A.